Hugo. Team. Strada.

Hugo Strada. É assim que se apresenta. Quem nunca ouviu falar deste nome, à primeira, pensa que possa ser uma das marcas mais caras de perfumes franceses, mas não. É, simplesmente, o nome da pessoa que está na base de todas as polémicas que têm afundado as redes sociais nos últimos tempos. Claro que há quem pergunte… “Mas, então, o que se passa afinal?”, “É algum criminoso?” ou “Por que é que toda a gente só fala dele?”. Dúvidas banais de quem é curioso, no entanto muito atentas. A meu ver, este não é um caso qualquer. Não vou fazer de jornalista barato e expor quem quer que seja. Acho não, tenho a certeza que vivemos numa Era cada vez mais digital e, por isso, é fundamental que possamos discutir sem restrições. Isso é saudável.

Pois bem, a acrescentar a todo este role de polémicas vem a Team Strada, que é, nem mais nem menos, o nome de um grupo de jovens youtubers sob a alçada de um manager, que, por missão, alugava uma casa e tinha-os lá a viver em contexto profissional. Basicamente, todos os vídeos do canal eram feitos nessa casa, que, diga-se, nada de se deitar fora. Até aqui não vejo qualquer problema. Um projeto novo, diferente na rede Youtube em Portugal, tudo bem. Contudo, as controvérsias começam, na minha opinião, no conteúdo dos vídeos e na forma como eles são publicados. Não tenho que me armar em vedeta moralista, de todo, porém a maneira como o Hugo, e vou tratá-lo assim, lidava com todos eles era algo desconfortável, para não falar nos vídeos em que ele invadia a privacidade de alguns destes jovens, principalmente raparigas. Consentido ou não, há que estabelecer um paralelo. Um jovem como eu, de 20 anos, quer queiramos quer não, é uma criança, quanto mais um de 17, 16 ou até menos. Lidar com jovens é saber educar para um futuro. É a idade dos sonhos, das hormonas, das fantasias… é aí que começamos a preparar o que queremos ser mais tarde. Toda a ideologia da Team Strada, que tinha como público-alvo os mais novos, passava por esta onda de nível duvidoso, ao ponto de encherem salas de espetáculos ou zonas abertas em vários pontos do país. De facto, aqui, não há quem duvide, todos eles chamavam público, muito diferentes, o que dava para chegar a uma multidão poderosíssima nas redes sociais.

Esta maneira de influência causa-me alguma comichão. Primeiro, porque o grupo Strada era composto por menores. Segundo, sempre me questionei se os pais daqueles jovens sabiam de muitas das situações que os filhos passavam para atingir um certo número de visualizações. Terceiro, a maneira como o próprio Hugo se fazia valer dos seus créditos de bom falante para conquistar a audiência e dar alguma credibilidade ao projeto, sendo que só entravam no seu meio profissional se ele aprovasse o signo da pessoa. É justo. Há falta de conteúdo, arranja-se qualquer coisa. Quarto, alguns membros que abandonaram a Team vieram a público relatar situações que, desde logo, geraram conversa nos media.

Efetivamente, a rede social Twitter foi a via de comunicação para que toda esta exposição ganhasse uma dimensão brutal na imprensa nacional. O canal do Hugo Strada acabou temporariamente, segundo ele, e os membros têm vindo a lutar para que tudo isto não passe de um mal-entendido. Agora, sabem o que eu acho? Que, desde o início, podia ter sido um projeto maravilhosamente bem estruturado, no entanto foram pela via do mais fácil, o que estragou a essência de algo que podia ser muito bem feito. Deram-se mal e, a voltarem, que seja com outra roupagem.

No fim de contas, não tenho nada contra quem quer que seja. Mas esta é a minha opinião mais sincera.

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