Falemos de sexo (sem tabus)

Pensei, refleti e, depois de muitas investidas do meu “Eu” interior, tenho a certeza que este é um tema cada vez mais oportuno de ser falado. O sexo. Sem floreados, sem filtros manhosos e com a total verdade e responsabilidade com que deve ser falado. Nas escolas, é um tema tabu. Os professores calam-se para não influenciar os alunos e os alunos só ouvem falar de métodos contracetivos quando estão no 9º ano de escolaridade. Aí, já eles sabem a lábia toda de como ter relações sexuais. Impensável saber que em pleno século XXI não há maneiras de contornar este obstáculo tão fácil de ser derrubado. Aulas precisam-se e os jovens de hoje em dia, os mais novos, precisam de ter em conta que, e de dia para dia, a sociedade está em constante rotura. Já não é só o rapazinho e a rapariguinha que necessitam daqueles conselhos básicos de como fazer “o amor”, há, hoje, uma panóplia de novos romances que têm de ser falados, discutidos e postos em debate na praça pública.

Esta semana apetece-me pôr em evidência este tema que faz tremer tanta gente. Que irrita muitos outros. Que comicha quando se fala no mostro da identidade de género. Que enfurece os mais céticos e perturba os conservadores. Nada contra nenhum destes estereótipos, porque também os são. Apenas um chega para cá de temas que nos invadem as redes sociais todos os dias e que, na minha opinião, fazem falta serem postos na ribalta. Eu fá-lo-ei. Não por egocentrismo, mas porque acho que faz falta.

1. “O tamanho importa?”

Frase mítica. Ouvida vezes e vezes sem conta. Porém acho que é importante retermos uma coisa: preliminares. Tudo bem que não sou o garanhão do amor ou o fanático por levar qualquer um para a cama, de todo, mas garanto-vos com toda a certeza que o beijo, a carícia e a química, pessoal, a química que têm com a pessoa! Isto, sim, é o que mais importa. Se, de facto, for para algo sério e não uma curte de toma lá, dá cá. O tamanho é a potência máxima da masculinidade. Não vamos ser hipócritas ao ponto de estarmos iludidos com a falácia de que não chama a atenção. Claro que chama. Claro que é apelativo. Claro que todos os homens gostam de se valorizar nessa matéria. No entanto, é meramente orgânico. Não acho que nos devemos focar demasiado no que não é o essencial.

2. “Os homens são mais pervertidos porque se masturbam desde novos.”

Passei a minha vida a ouvir isto na escola. Sim, ouviram bem, na escola. Sempre houve esta cedência para uma categorização feroz entre homem e mulher. O homem faz, a mulher não. O homem não dá, a mulher sim. O homem cala, a mulher fala. E por aí adiante. É uma catadupa de verdades e mentiras que ouvimos a todo o instante. Sim, é verdade, a masturbação, ainda hoje, está embrulhada num secretismo voraz. É um bicho que custa muito a digerir. O que é normal. Que seria sermos apanhados por alguém no ato de estarmos connosco, naquele ambiente frenético. Acho que, e vão concordar comigo, a masturbação é algo muito íntimo, muito pessoal, muito nosso. É uma descoberta interior. Há uma pulsão que nos empurra para qualquer coisa que não é bem igual quando estamos com outra pessoa. Por isso, e um conselho, não se deixem abalar por comentários menos favoráveis de quem vos tenta restringir. Sejam e façam acontecer. A nossa saúde mental está acima de qualquer coisa.

3. “Uma diferença tão grande de idades? Juntos?”

Bem… aqui sim é que a coisa fica a ferver. A diferença de idades. Seja no amor, seja no sexo, seja no trabalho. Há um estigma gigante sobre esta matéria. Obviamente que um homem de 40 e uma jovem de 20 é pouco matemático, socialmente. Ou uma mulher de 50 com um jovem de 21. “Anda com a mãe?”. Já é nojento. Então se formos para os casais homossexuais… é o caos virado do avesso. Pessoalmente? Se me faz confusão? Não. Quando era mais novo? Talvez, muita. Agora? De todo. Depois de ver casais com 40, 50 anos de distância etária só me faz acreditar que quando estamos apaixonados tudo o que são problemas pequenos transformam-se em gotas minúsculas no oceano. Sabem que mais? Amem-se a vós mesmos e quando encontrarem aquela pessoa tenham só duas coisas em mente: felicidade e deixar acontecer.

E para não acabarmos em vão, quero que deixem o vosso gosto, partilhem a publicação e comentem se querem a continuação destes temas por aqui no blogue. Vemo-nos em breve!

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