Casamento gay? Sim, existe.

Falar de casamento, por si só, já é um assunto que mexe e remexe com o nosso íntimo. Então se juntarmos a palavra gay… meu Deus! Vemo-nos caídos sem qualquer saída à vista. É um facto que temos evoluído com o tempo, no entanto não é demasiado exagerado continuarmos a tocar num assunto que, pelo visto, parece não se encaixar numa sociedade cada vez mais jovem e fora da caixa como a nossa. Na verdade, somos a próxima geração.

Bem, as igrejas, e para quem é católico, não aceitam que dois homens ou duas mulheres possam partilhar o mesmo amor que um casal heterossexual. Porém, no passado, Jesus, que existiu, sim, e não foi mais que um mestre de um dom incalculável da palavra, disse, por diversas vezes, que o Amor ao próximo é e deve ser o mais importante nas nossas vidas. Em Portugal, por exemplo, e religiões à parte, já é possível, desde 2010, qualquer casal, seja de que índole for, poder casar por registo civil. Foi um grande e enorme passo tomado há 10 anos que só vem provar que o nosso país continua à frente dos direitos das suas gentes.

Não gosto de forçar pensamentos no que diz respeito a qualquer assunto. Acho que cada temática deve ser tratada de maneira distinta de uma outra qualquer. Mas há um degrau que todos devemos subir enquanto cidadãos e cidadãs. A normalidade e o respeito. Não quero voltar a tocar na mesmice ao falar das bandeiras, das comunidades e das festas e festins que os “diferentes” fazem. Falo de atitudes e de garra perante a vida. Quando era novo e via dois indivíduos do mesmo sexo de mãos dadas, havia qualquer coisa que não batia certo. Seria nojo? Repúdio? Educação dos pais? Pressão da sociedade? Não sei. Mais tarde aprendi uma coisa tão importante no meu caminho: felicidade. Era isso que movia aquelas pessoas de enlaçarem os dedos nas mãos um do outro e sentirem a força de um casal de verdade. Depois puderam casar, ter uma casa, adotar, quem sabe, tanta coisa… Estavam a viver a alegria de um caminho a dois.

Faz-nos falta observarmos o que se passa à nossa volta e concentrarmo-nos no olhar feliz de cada um. Não sabemos o que vai lá dentro. Eu fico muito de peito cheio ao saber que quem convive comigo se sente bem e que a vida faz sentido de que forma for. E se não fizer, como amigo, estou lá para ouvir e ajudar. O casamento é isso mesmo. Algo muito sério, muito vivido. É, mais do que uma assinatura num papel, uma junção de dois corações por um só objetivo. É certo que não quero casar… bem, quer dizer, não é bem assim… digamos que ainda não surgiu alguém que me fizesse acreditar na palavra CASAMENTO. Existe no meu vocabulário, mas ainda não senti aquele SIM pela pessoa certa. Fora isso, de uma coisa tenho a certeza, sou o primeiro a aplaudir de pé quem tem a vontade e a perseverança de dar o beijo do “até que a morte nos separe”.

Enfim, este desabafo é mais um, importante claro, a juntar a tantos outros de uma luta que tenho vindo a tornar possível dia após dia. Não quero ser mestre de bancada nem nada que se pareça. Só tenho em mim a vontade de querer estar ao lado de todos. Somos pessoas, cada uma com as suas vontades, cada uma com o seu devido respeito. No fim, só me resta a liberdade de lutar em nome dos mesmos direitos e fazer ver, de uma vez por todas, que o Casamento existe, a Adoção existe e o Amor existe, para todos!

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