A Televisão. SIM.

Nunca falei disto abertamente em nenhuma plataforma nem nunca o fiz detalhadamente. Não preciso, sinceramente. No entanto, um dos grandes motivos para ter apostado num blog foi o de ter o à vontade e a capacidade de poder desabafar tudo aquilo que não o consigo fazer com mais ninguém. Faço-o convosco. Porque tenho a certeza que há milhentas outras pessoas espalhadas pelo mundo com os mesmos sonhos que eu e que, todos os dias, lutam para que possam ter a tal luzinha branca ao fundo do túnel.

Quando era pequeno, tinha os meus 6 anos, queria ser pastor, pois… parece que ia dando um ataque cardíaco à minha mãe no dia em que cheguei a casa com um desenho feito na escola sobre as minhas aspirações para o futuro. Bem, na verdade era uma criança. Que dizer de uma cabeça inocente e frágil que tinha todos os universos dentro daquele corpinho?

Os anos foram passando e começava a surgir uma vontade inconsciente de enveredar pela medicina, primeiro como pediatra, depois como fisioterapeuta e ainda como psicólogo, o que acabava por ser tudo muito estranho, tendo eu uma fobia terrível a hospitais. Porém, eram tudo planos secundários para aquilo que verdadeiramente mexia comigo: a arte da representação. Em todas as festas de aniversário ou jantares de amigos dos meus pais, sempre que havia crianças como eu, passava o dia todo a ensaiar, com eles, peças para, no fim do dia, antes de todos irem embora, apresentar a todos os presentes. E adoravam, quer dizer, pelo menos batiam palmas.

Contudo, tinha de tomar uma decisão e, apesar de ter ido para Línguas e Humanidades no secundário, foi no 12º ano que meti na minha cabeça que queria a 100% seguir o caminho do teatro e da televisão. Ao longo dos meus curtos e pequeninos 17 anos fui estudando e tirando diversos cursos de representação que me davam todas as matrizes para saber que era aquilo que queria para o resto da minha vida, aliás, até em casa, desde novo, transformava o meu quarto num estúdio de televisão e gravava programas sozinho de 2-3 horas. Era a magia de qualquer coisa que não sabia muito bem o quê. Entro, então, para a faculdade e posso dizer que foram os melhores 3 anos da minha vida. Cresci, descobri-me, aprendi muito e soube olhar-me de outra forma. Soube onde morava o verdadeiro Fabien, que se escondia atrás de milhentas inseguranças para não mostrar aquilo que queria.

Hoje, com 21 anos, falar de televisão é falar de uma paixão inacreditavelmente implícita em cada um dos meus genes. Há um cantinho gigante no meu coração reservado a isso. Sei que é na televisão que transpiro a minha loucura mais saudável e sou tudo aquilo que, por vezes, as circunstâncias da vida não mo deixam ser. O programa que tenho na MAFRA TV só prova a mim mesmo que não estou nada errado na direção que tomei. E sabem que mais? Sou um eterno apoiante de todos aqueles que seguem o coração sem medos e que vão no foco daquilo que mais querem fazer como profissão, sejam médicos, arquitetos, artistas ou políticos… todos têm o seu lugar. Basta irmos e dizermos que SIM.

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